sexta-feira, 21 de março de 2014

AMOR, O MAR, TU E EU…



Quem me dera ter-te,                                               
Ouvir-te bater comigo,
Uma e outra vez …
Como as ondas na praia.
Sentir-te subir e arquear,
Cair, esmagadora, sobre mim,
Levantando-me, misturada, contigo …
E, depois, rolarmos para o infinito.
De novo voltarias ao teu seio,
De novo eu voltaria ao fundo,
Outra vez juntos no mesmo lugar.
Um namoro eterno
De contínuas idas e vindas:
Tu, onda que respiras e ruges,
Te arqueias e cais sobre mim;
Eu, areia que te sustenho,
Te recebo e me perco em ti.
E vivermos o momento sublime
Em que, depois da rebentação,
Onda e areia geram a espuma branca,
Levemente salpicada de castanho.
É o mar bravo no seu eterno movimento.
És tu e eu …


José Júlio Fonseca Campos



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