AMOR,
O MAR, TU E EU…
Quem
me dera ter-te,
Ouvir-te
bater comigo,
Uma
e outra vez …
Como
as ondas na praia.
Sentir-te
subir e arquear,
Cair,
esmagadora, sobre mim,
Levantando-me,
misturada, contigo …
E,
depois, rolarmos para o infinito.
De
novo voltarias ao teu seio,
De
novo eu voltaria ao fundo,
Outra
vez juntos no mesmo lugar.
Um
namoro eterno
De
contínuas idas e vindas:
Tu,
onda que respiras e ruges,
Te
arqueias e cais sobre mim;
Eu,
areia que te sustenho,
Te
recebo e me perco em ti.
E
vivermos o momento sublime
Em
que, depois da rebentação,
Onda
e areia geram a espuma branca,
Levemente
salpicada de castanho.
É
o mar bravo no seu eterno movimento.
És
tu e eu …
José
Júlio Fonseca Campos
Sem comentários:
Enviar um comentário