sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O DESERTO

Caminho, só, pelo deserto.
A triste lua ilumina-me o rosto
Dói-me todo o corpo … caio, adormeço
E chego a um lugar desconhecido.

O sol desponta e ilumina-te a face
A ti que caminhas a meu lado,
Misteriosamente …

Árvores copadas vêem-se ao longe,
Ouve-se música de flautas;
Aqui um encantador de cobras,
Além um vendedor de tapetes, apregoando.

Por baixo dos turbantes,
Adivinham-se rostos sorridentes
Alheios à nossa felicidade.

Ansiosamente, desejo-te
Procuro o teu cabelo para acariciar,
Mas o sol queima a minha solidão:
É o deserto que de novo me tortura …




José Júlio Campos

Sem comentários:

Enviar um comentário